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Metal Gear Solid V – The Phantom Pain – A Obra Prima de Kojima – Review

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A franquia Metal Gear começou despretensiosa em 1987, publicado pela Konami para os computadores MSX. Seu criador, Hideo Kojima, escolheu uma abordagem stealth, novidade na época, para seu game. Como era fã de cinema, Kojima também deu ao game um tom cinematográfico, o que se vê em toda a franquia.

O tom de novidade de Metal Gear deu visibilidade a Kojima, já conquistando fãs e garantindo sequências. Entretanto, até então a franquia era mais conhecida no Japão.

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Em 1999, no fim de vida do Playstation 1, Metal Gear Solid foi lançado também para o ocidente. Esta sequência da franquia Metal Gear trazia o poder gráfico da época, sugando tudo que o console podia oferecer, o que permitiu à Kojima apresentar o enredo como se fosse realmente um filme no video game.

A imersão oferecida por essa abordagem por si só tornava Metal Gear Solid acima de seu tempo, entretanto a jogabilidade era tão boa que contribuiu para os moldes das gerações de consoles seguintes, o que certamente na minha opinião coloca Metal Gear Solid, de 1999 como um marco na evolução dos video games.

Muito mais que isso, na franquia Metal Gear você não é um paladino da justiça lutando contra um mal, as tramas de Kojima são muito mais complexas que isto. Se hoje é comum vermos em filmes, seriados ou games títulos que se arriscam em tramas complexas, Metal Gear fez isto já em 1987. A franquia Metal Gear traz personagens complexas, com motivações ambíguas.

As tramas da franquia discutem com maturidade ética na guerra, guerra fria, manipulação de massa, fanatismo, patriotismo, teorias conspiratórias, traumas de guerra e outros pontos sensíveis, tudo tecido de forma a ser impossível definir heróis e vilões, pois assim como no mundo real, em Metal Gear é tudo questão de perspectiva.

As sequências de Metal Gear Solid só melhoraram o que foi ali apresentado, entretanto, Kojima passou a se desentender com a Konami, ao ponto de Metal Gear Sollid V – The Phantom Pain, o episódio final desta franquia, ser também o último trabalho de Hideo Kojima com a Konami. Os problemas entre o criador e a desenvolvedora prejudicaram o título? Vamos saber agora.

Gráficos

Metal Gear Solid sempre foi referência gráfica quando lançado, mas Metal Gear Solid V – The Phantom Pain superou minhas expectativas. Os modelos de personagens e cenários são lindíssimos. As expressões faciais são muito convincentes, e todas as texturas são muito realistas, sobretudo as de metais.

As noites são lindas, o amanhecer e o anoitecer trazem efeitos de luz de cair o queixo. Não vi quedas de frames em momento algum, e poucas vezes vi algum bug gráfico menor.

Jogabilidade

Neste elemento Metal Gear Solid V – The Phantom Pain superou em tudo seus antecessores. Os controles são intuitivos e respondem muito bem. Mesmo mantendo a identidade de um game focado no stealth, pela primeira vez você pode optar por uma abordagem agressiva e direta nos combates.

Claro que esta abordagem é mais complicada, já que os inimigos são espertos, tentam flanquear e se movem sempre, mas é bom ver finalmente um Metal Gear Solid que nos permite usar uma arma de fogo com competência. Existem muitos equipamentos e recursos em Metal Gear Solid V – The Phantom Pain, e alguns deles podem trazer possibilidades de jogabilidade que mudam radicalmente o combate.

Neste Metal Gear você é lider de uma organização paramilitar com centenas soldados, e é responsável por administrar recursos, recrutar novos combatentes e desenvolver tecnologias novas para sua Base Mãe e seu exército, mas não é complicado como em outros jogos desempenhar este papel. Esta parte do game é organicamente apresentada e aplicada, o que só torna a experiência ainda mais imersiva e recompensadora.

Som

Os efeitos sonoros e vozes de Metal Gear Solid V – The Phantom Pain são ótimos, mas o diferencial é a trilha sonora. Como o game é ambientando na década de 1980, muitas músicas maravilhosas desta época são encontradas como fitas cassete coletáveis nas missões. A primeira cena do game já nos prende, numa montagem perfeita da Música “The Man Who Sold The  World”, interpretada por David Bowe e o despertar do protagonista de um coma.

Desafio

Metal Gear Solid V – The Phantom Pain traz uma dificuldade que depende de sua compreensão dos recursos apresentados pelo game. No começo, que você tem poucos recursos, ser furtivo é quase obrigatório e falhar na tentativa de sê-lo é uma morte quase certa, mas à medida que você vai adquirindo mais tecnologia para suas missões vai se tornando menos desafiador cumprir os objetivos, furtivamente ou não. A aliada Quiet junto de você, quando você a recruta, torna tudo muito mais fácil também.

Multiplayer 

O game traz um multiplayer competente, posso dizer. O competitivo segue os moldes dos multiplayers padrão, e há também um modo de invasão de “Mother Base” que pode agradar a alguns. Nos meus testes foi r Como não sou muito adepto a multiplayer e não penso que isto seja relevante nesta franquia, não sou a melhor pessoa para julgar o modo multiplayer do game.

Enredo

A franquia Metal Gear, como dito antes, traz enredos complexos, e Metal Gear Solid V – The Phantom Pain não é diferente. Neste título pontas soltas entre os games anteriores são finalmente atadas, e explicações para eventos misteriosos são finalmente apresentadas, mas não é apenas sobre isto o enredo do título. Metal Gear Solid V – The Phantom Pain traz de volta personalidades amadas (ou odiadas) da franquia e apresenta novos rostos tão carismáticos quanto.

O desenrolar da trama se dá num ótimo ritmo, e como sempre é delicioso assistir cada uma das cutscenes em seus momentos de exibição. Infelizmente, por questões de discordâncias entre Hideo Kojima e a Konami o game termina sem que o capítulo final da trama seja apresentado, então, fica um clima de obra inacabada, o que é bastante frustrante.

Como prêmio de consolação quem comprou o game em sua versão de luxo recebeu um video que exibe o evento final do game, o que pelo menos aplaca a frustração, mas isto é uma mancha importante que não deveria acontecer. Por outro lado, se você tiver a ousadia de buscar o “final secreto”, que na verdade é um evento secreto sobre o começo do game, vai ficar fascinado com o evento ali revelado.

Este evento é altamente impactante para quem é fã antigo da franquia, e resolve uma aparente falha de roteiro em relação a identidade de um coadjuvante (ou antagonista) do game. Esta revelação explodiu minha cabeça!!!!

Vale à pena?

Metal Gear Solid V – The Phantom Pain é na minha opinião o melhor game da década, a obra prima de Hideo Kojima, ironicamente propriedade da Konami, e não dele. Se você é gamer com certeza deve conhecer este game, e recomendo com ênfase jogar os anteriores para maximizar a sua experiência.

Kojima se despediu da Konami deixando uma obra difícil de superar, ou mesmo de alcançar.  Tenha certeza de que tem tempo livre ao começar a jogar Metal Gear Solid V – The Phantom Pain. Você não vai parar tão cedo.

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