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[Review] Gone Home – Games With Gold outubro de 2017

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Sobem os créditos na tela, jogo acabado. Estou chocada. Peraí, é isso? Procuro algum texto explicativo. Será que entendi direito? Estou chocada. É isso mesmo! Repito sem parar pela próxima meia hora: Estou chocada. Não consigo parar de pensar no jogo. E assim é Gone Home, um dos jogos oferecidos no Games With Gold nesse mês de outubro.

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História e Gameplay

Gone Home

O game já começa com uma ligação falando que alguém está voltando pra casa. É você, ou Kait. Quando estamos na entrada, logo percebemos que não tem ninguém em casa, o que é estranho pois é madrugada. A história se desenvolve a partir disso, descobrir onde está todo mundo, seus pais e sua irmã.

Não conhecemos a família pessoalmente, apenas por fotos e pela narrativa da irmã mais nova, Sam. Cada carta coletada, lhe conta a vida na casa através dos olhos de Sam.

Muitas coisas são mostradas através de pistas que vamos encontrando, como jornais, fotos, livros, objetos e etc. Algumas dessas coisas, tem a clara intenção de confundir o motivo do desaparecimento, e a todo instante esperamos por uma coisa, quando na verdade é outra completamente diferente.

O game logo de cara já te prende, afinal é um mistério e mistérios sempre nos fazem querer ir mais além. Não é difícil encontrar as pistas, se você não se afobar. O ideal é apenas ir explorando, sem pressa, logo tudo vai aparecendo, mas sem fazer muito sentido logo de cara.

Uma coisa que gostei muito, é de não ter que ficar indo e voltando ao mesmo cômodo. Você procura, encontra e deu. Que me lembre tive que voltar somente uma ou 2 vezes ao mesmo quarto.

Gráficos e trilha sonora

Gone Home

Os gráficos são bons, realistas. Nada extraordinário, mas detalhado. Os objetos e os ambientes, criam uma atmosfera bem imersiva.

A trilha sonora fica por conta de fitas que você vai encontrando e bota pra tocar pelos cômodos da casa. São músicas em um estilo meio punk rock, interessantes e que combinam perfeitamente com a personagem que as deixou.

Controles e jogabilidade

Por se tratar de um jogo de exploração em primeira pessoa, os controles são simples, você pega os objetos, analisa eles, coloca eles de volta no lugar, se abaixa, anda e só.

A jogabilidade é bem fluida, não presenciei problemas, como bugs ou travamentos.

Alguma observação em particular?

Gone Home

Sim! O game, infelizmente, não possui legendas em português. Isso é bem triste, pois aqueles que não entendem absolutamente nada de inglês ou espanhol, ficarão perdidos quando o final da história for revelado. Ainda assim, se você possui um inglês do tipo “the book is on the table”, consegue entender o que está acontecendo. Ou se quiser se arriscar em espanhol, é bem mais fácil de conseguir traduzir, devido à semelhança com nossa língua.

Outra observação, é que o game é curtíssimo! Em 2 horas eu já zerei ele! E existem conquistas que você destrava se conseguir zerar em 1 minuto, o que aliás me deixou curiosa. Essa duração, talvez seja o que me deixou mais chocada, pois você está ali, curtindo muito o jogo, super imersa, e pá: créditos na tela. Claro que o desfecho da história ajudou para esse estado de choque. E já aviso, não que o desfecho seja algo absurdo, muito pelo contrário. E não digo mais nada, não vou estragar o jogo de vocês!

Mas vale a pena?

Gone Home

Sim! Mesmo que seja em inglês, ou espanhol, com conhecimentos basiquíssimos você entende. Mesmo que seja curtíssimo, você se diverte e se prende de um jeito inexplicável. Mesmo que seja um jogo não muito popular, ele é bom! Aliás, essa é uma discussão válida, existe jogo ruim, jogo bom, e jogo que é bom mas não é do meu interesse, e vice-versa. É necessário que se entenda isso com certa urgência. Gone Home é um jogo muito bom, principalmente se você adora mistério, plot twists e explorar muito um cenário. Se você não gosta disso, talvez ele apenas não seja do seu interesse.