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Review: Sonic Forces – Juntando forças contra o Infinito!

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Sonic Forces é uma aventura honesta e rápida do ouriço azulado!

Após o sucesso de Sonic Mania, a produtora Sega junto com o Sonic Team apostou suas fichas na nova empreitada do ouriço mais famoso dos videogames:  Sonic Forces.

Sonic Forces é recheado de referencias ao universo da franquia da produtora Sega. Um desfile de personagens icônicos de praticamente todos os jogos produzidos pela gigante japonesa nesses longos 25 anos.

Bancando o advogado do Ouriço

Antes de iniciar essa resenha, devo claramente me posicionar quanto as análises que andei lendo e escutando de alguns amigos e colegas do ramo de entretenimento digital após testarem o jogo.

Criticar e detonar de forma pejorativa um jogo que basicamente entrega aquilo que sempre fez desde a sua origem é descabido e erroneamente exagerado.

É um jogo rápido e curto ao mesmo tempo, mas isso, já era esperado, pois é o preço e a premissa de uma franquia sustentada pela velocidade desde o embrião surgido na década de 90. Feito o papel de advogado do diabo e fã confesso do universo da franquia, vamos ao jogo.

Sonic Forces foi produzido pelo Sonic Team e junto com o outro título, Sonic Mania, é uma celebração aos 25 anos do personagem azulado mais famoso dos videogames.

Sonic Forces entrega uma aventura honesta, praticamente uma continuação de Sonic Generations com alguns erros, mas contabilizando mais acertos no final das contas. É uma tentativa clara de agregar novos fãs, com a adição de um personagem customizável para juntar forças contra uma ameaça praticamente invencível.

Para o Infinito e além

A premissa do jogo segue à risca as tramas rasas e leves de toda franquia de Sonic. Eggman lança um novo inimigo capaz de fazer frente a Sonic e seus amigos.

A ameaça é Infinite, um experimento biológico e misterioso munido de uma pedra preciosa – gema ou esmeralda, para os fãs mais exigentes. Esse artefato é tão poderoso quanto as pedras controladas pela trupe de Mobius.

O vilão Infinite carrega a poderosa gema Phantom Ruby, a mesma joia vista no jogo Sonic Mania. Uma ótima sacada de integrar os dois títulos na trama central.

Finalmente o vilão Eggman se deu bem e detona literalmente o caos mundo afora. Para reverter a situação, Sonic se junta a seus amigos – todos oriundos de jogos famosos da franquia – para combater um exército formado por inimigos também remanescentes de grandes sucessos antigos.

Um novo herói (quase) com a sua cara

Para ajudar o nosso herói Sonic, eis que ressurge o Sonic clássico – Aquele gorduchinho que nunca deveria ser substituído, na minha humilde opinião – e um personagem customizavel e com atributos diferentes dos demais personagens conhecidos pelos fãs.

Esse personagem pode ser escolhido entre sete tipos de animais, tal e qual com as características de design estilosos e carismáticos do sempre competente estúdio Sonic Team.

É o chamado Rookie ou Novato, um novo membro da resistência, escolhido previamente pelo jogador, customizavel com vários acessórios desbloqueáveis conforme seu avanço no jogo.

É um dos pontos positivos do jogo, com o Avatar cheio de personalidade, surpreendentemente carismático e divertido de controlar durante a jogatina. Vários itens desbloqueáveis adicionam um fator replay, algo determinante para esse segmento do gênero ação e plataforma.

O Sonic preferido pelos jogadores veteranos teve o resgate cheio de sucesso em Generations, mas infelizmente pouco aproveitado nessa nova aventura, perdendo espaço para uma dupla carregada de modernidade.

Ressaca do Sonic Mania?

As fases com o Sonic clássico ou gorduchinho como a maioria dos fãs apelidaram o figurinha, foram o ponto fora da curva na minha opinião dividida entre o céu e o inferno: Me peguei várias vezes aguardando por mais interatividade com o sujeito. Uma sensação de querer controlar o gordinho pelos belos cenários tridimensionais.

Ressaca do bem sucedido Sonic Mania? … Pode ser um desses motivos, mas era algo que me cativou bastante no anterior Sonic Generations e pouco explorado nesse título, supostamente vendido como uma sequência direta.

Nitidamente, grande parte do jogo pareceu subtrair uma participação maior do gorduchinho em detrimento de uma maior interação com o Avatar e o Sonic moderno. Uma opção dos produtores passível de ressalva por parte dos fãs mais calorosos.

A velha e problemática câmera nada indiscreta

Os gráficos parecem saltar aos olhos, tal e qual os primórdios de gerações passadas. Não há como negar o clima nostálgico e saudosista ao acelerar com Sonic e relembrar as aventuras vividas em Sonic Adventure e o inicio das jornadas tridimensionais do ouriço.

Os estágios com o Sonic moderno cumpriram com eficiência a minha expectativa quanto a jogabilidade frenética e acelerada. Os giros e as descidas nos trilhos por fases mirabolantes e carregadas de brilho mantiveram a pegada e o rastro desenfreado do velocista da Sega.

Os críticos mais ferozes estão reclamando da câmera e seu posicionamento em determinados momentos da aventura, mas faz parte da mitologia do universo tridimensional do ouriço azul desde os áureos tempos de Sonic Adventure.

Bonito de ver e Bom para escutar

 O visual do jogo é impressionante, claramente voltado para as novas plataformas parrudas e processadores gráficos de ponta. Há uma variedade enorme de cores e efeitos brilhantes. Os cenários de fundo ganham vida e cada pixel na tela parece cheio de vigor. As animações fluidas dos personagens, assim como as animações entre as fases são um show à parte.

Os embates contra os chefes e outras passagens por cenários ricamente ilustrados são um deleite visual. Sem estragar as surpresas, essa arte da produção ilustra a batalha épica entre os dois lados se enfrentado em um momento decisivo do jogo.

A trilha sonora mantem o ritmo da jornada de nossos heróis, com as batidas eletrônicas e os efeitos sonoros clássicos da franquia. Um fator positivo costumeiro do Sonic Team e seu trabalho apurado com as mixagens e as engenharias de sons. São vários os momentos com temas homenageando os grandes clássicos das produções anteriores.

Rápido e Rasteiro?

Ironicamente, minha grande decepção com Sonic Forces é sua curta duração e um desafio abaixo da média. É algo impensável para um título de grande escalão – os famosos AAA, que literalmente significa milhões de dólares na sua produção – cujos jogos concorrentes tem campanhas com mais de trocentas horas. Exageros à parte, é tão curto quanto Sonic Mania.

Sonic Forces tem 30 fases com durações variáveis de tempo, conforme o personagem e o nível de habilidade do jogador. Na minha média, demorei de dois a quatro minutos para acelerar por cada fase. É olhe que sou um sujeito marcha lenta em matéria dos jogos do Sonic.

Os fãs mais cascas grossas, hardcore de plantão, devem terminar o jogo no máximo em 5 a 6 horas. Logicamente, estou me referindo a campanha básica, sem detonar tudo no jogo.

A falta de controle dos personagens em alguns pontos dos cenários, principalmente em ambientes e fases com a dupla Sonic Moderno e Avatar é um ponto frustrante para os jogadores menos perseverantes e recém chegados ao universo retratado no jogo. Repetir os xingamentos quanto ao posicionamento da câmera em jogos desse gênero é chover no molhado.

Outro detalhe merecedor de ressalvas é a falta de legendas ou dublagem em português, visto que o jogo está sendo vendido oficialmente em terras tupiniquins e merecia uma localização decente para o nosso mercado.

A falta de uma localização em português, tanto nos menus e diálogos, além da ausência de dublagem em nosso idioma, dificultam a diversão para a galera mais nova. Um erro imperdoável da Sega com os fãs brasileiros do ouriço azul.

Uma pisada feia na bola por parte da Sega, já que um grande público interessado no game é de uma faixa etária mais jovem e pode não entender a trama mostrada em outro idioma.

E no Final das Contas?…

Sonic Forces tem seus méritos: uma mecânica solida, com a jogabilidade e a física dos personagens corrigidas, mostrando que a Sega andou fazendo a lição de casa, junto com o Sonic Team. A produção tem seus altos e baixos, com menos deslizes vistos em produções anteriores.

Não irei florear e dizer que é um título maravilhoso e obrigatório. Longe disso. Serve de consolo e alento para os fãs. Sonic Forces mostra um caminho concreto e aceitável, para toda trupe de Mobius.

O incansável Eggman reuniu um time poderoso e finalmente triunfou contra o ouriço azulado. A premissa do jogo é ajudar Sonic a reverter esse quadro praticamente impossível de ser alterado.

É divertido e emocionante, com aquela sensação de aguardar por mais aventuras de um certo ouriço azulado em um futuro promissor, de preferência mais gorduchinho e clássico, como manda o figurino.

Fica aqui meu mantra semanal e a dica: Todo mundo apertando o START!