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The Evil Within 2 – O que precisa para ser relevante?

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Muitos pensam que Resident Evil é o pai dos Survival Horror, mas não é. Em 1992 a Infogrames lançou para PC, desenvolvido pelo visionário Fréderick Raynal Alone in the Dark, o primeiro game da Categoria, com gráficos tridimensionais e revolucionários para a época.

Alone in the Dark definiu as características dos Survival Horrors: ambientação  tensa e imersiva, enredo misterioso e complexo, solidão, sentimento de vulnerabilidade e poucos recursos pra se defender, como por exemplo, pouca munição.

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Alone in the Dark nasceu para Pc em 1992. Recebeu duas sequências também para PC e uma para Playstation antes de estrear com um reboot na sexta geração, mas falhou em manter a qualidade dos títulos anteriores, e foi esquecido.

Só em 1996 a Capcom lançou o estreante Bio Hazard no Japão, chamado Resident Evil quando lançado no Ocidente por causa de problemas com direitos autorais.

Resident Evil fez escola consolidando os elementos que caracterizam Survival Horrors, com gráficos revolucionários para a época e uma ambientação assustadora.

Na minha opinião o melhor da franquia, Code Veronica é o Resident Evil que conseguiu com maestria refinar tudo que havia de bom nos primeiros três títulos apresentar com gráficos impressionantes na sexta geração de consoles.

Infelizmente, com o passar dos anos a franquia foi perdendo a sua identidade, afastando-se do Survival Horror e se tornando um game de ação, o que agradou a muitos, mas deixou órfãos uma legião de fãs de Resident Evil por ser o melhor Survival Horror de seu tempo.

Em 2014 Shinji Mikami, o criador de Resident Evil, numa tentativa de trazer uma novidade para os Survival Horrors, lançou junto a Bethesda para todas as plataformas The Evil Within, um Survival Horror com tecnologia de oitava geração mas com a “alma” do que deu fama a Resident Evil.

Com The Evil Within Shinji Mikami mostrou que sua fórmula de sucesso ainda não estava desgastada, mostrando como se faz Survival Horror em 2014

O game não fez feio. Conseguiu agradar os órfãos da geração Bio Hazard, mas apenas cumpriu o prometido, não trazendo inovações, mas usando bem elementos desenvolvidos no passar dos anos junto a elementos tradicionais de games de horror.

As boas vendas de The Evil Within garantiram uma sequência, anunciada finalmente na E3 2017 com previsão de lançamento para dia 13 de Outubro de 2017, uma sexta-feira. Não é possível ser mais auspicioso que isso.

O poder gráfico do Xbox One X garante a possibilidade de uma ambientação que tem tudo para ser visualmente imersiva, mas esperamos que a Bethesda consiga desenvolver um enredo profundo, uma jogabilidade menos travada que a anterior e elementos que tragam novidade a franquia, sem comprometer a identidade do gênero.

A responsabilidade é grande, mas com o feedback de tudo que deu certo no primeiro game temos boas razões para acreditar que vamos ser agraciados com uma experiência assustadora e gratificante. Vocês estão ansiosos pra jogar The Evil Within 2? O que esperam do novo game?